Você entende a influência da Taxa de juros Selic na economia?

Você entende a influência da Taxa de juros Selic na economia?

A taxa de juros Selic ou Over-Selic tem grande importância no funcionamento da economia brasileira. Ela é estabelecida, geralmente, a cada 45 dias, pelo Comitê de Política Monetária (Copom) — órgão criado em 1996 e que faz parte da estrutura do Banco Central (BCB).

Os juros básicos da economia, expressão pela qual também é conhecida a taxa Selic, são divulgados em porcentagem anual. Vale lembrar que essa taxa é utilizada pelo BCB nas compras e vendas de títulos públicos federais com as instituições financeiras do país. Por ser a menor taxa de juros praticada no mercado, a taxa de juros Selic serve de referência para as taxas cobradas pelos bancos na oferta de crédito.

Veja, em seguida, mais impactos dos juros básicos na economia brasileira.

Como a taxa de juros Selic interfere na inflação?

O Banco Central do Brasil utiliza a meta da taxa Selic como instrumento de controle da inflação no país. Diariamente, o BCB negocia títulos públicos com as instituições bancárias e, nessas operações de “mercado aberto”, busca manter a taxa de juros perto do limite estabelecido pelo Copom.

Por isso, temos a meta da taxa Selic e a porcentagem efetiva usada nas transações. Por exemplo, no início de outubro de 2016, a meta era de 14,25% ao ano e a taxa praticada era de 14,15% para o mesmo período.

Se o Banco Central eleva a taxa de juros básicos, o crédito fica “mais caro”. Dessa forma, há menos consumo e, consequentemente, as empresas precisam diminuir os preços para escoar a produção. Logo, a inflação diminui.

Em cenário oposto, se o BCB diminui a taxa de juros Selic, existe mais oferta de crédito. Com mais dinheiro em circulação, a tendência é de que o consumo também aumente. Entretanto, se a produção das empresas for insuficiente, pode ocorrer de faltar itens no mercado e, com isso, os preços subirem devido à lei da oferta e da procura.

A Selic sofre influência do câmbio?

As flutuações do câmbio, principalmente do dólar, podem afetar a inflação e a taxa de juros Selic. Caso a moeda dos Estados Unidos suba de preço em relação ao real, o custo da importação cresce e os produtos vindos do exterior fazem com que o nível geral de preços se eleve.

Para conter a inflação, o Banco Central pode ser forçado a elevar os juros básicos, para diminuir o consumo e fazer com que as empresas tenham que diminuir preços.

Como os juros básicos afetam os investimentos?

A taxa de juros Selic serve de “benchmark” (índice para comparação) para as aplicações de renda fixa, como Certificados de Depósitos Bancários (CDBs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs).

A taxa de juros básicos também é a remuneração do título público Tesouro SELIC, que remunera o capital aplicado pelo investidor conforme a variação dessa taxa. Pelo fato de o Tesouro Direto ser um investimento de baixo risco, ele serve como comparação de “custo de oportunidade” na hora de o indivíduo avaliar outras aplicações.

É preciso lembrar ainda que o Certificado de Depósito Interbancário (CDI), percentual de juros usado nas operações entre os próprios bancos, segue de perto a variação da taxa Selic. Por exemplo, no dia 13 de outubro de 2016, a meta Selic era de 14,25%, a taxa efetiva foi de 14,15% e o CDI ficou em 14,13%. Todas as três porcentagens são anuais. Via de regra os CDBs, as LCIs e as LCAs são remuneradas com base no CDI.

Agora que você sabe como a taxa de juros Selic influencia a economia, que tal ajudar seus colegas e amigos a conhecerem os impactos dos juros básicos? Compartilhe este artigo nas suas redes sociais e contribua com a difusão desse conhecimento!