O que influencia a cotação do dólar?

O que influencia a cotação do dólar?

Cotação do dólar subi e desce. Porque?

Assim como acontece com a taxa de juros, a cotação do dólar no Brasil não é diretamente determinada pelo Governo por meio de um decreto assinado pelo Presidente do Banco Central ou pela simples alteração de um número no computador.

Quando decide-se aumentar ou diminuir, em reais, a cotação da moeda americana, é preciso que o Governo atue no mercado comprando ou vendendo dólares, pois a cotação, ao final de tudo, é determinada sempre pela relação oferta x demanda desta moeda no país.

Entretanto, não é apenas o Governo que tem o poder de mexer no preço do dólar. Sendo assim, neste artigo, falaremos um pouco a respeito dos principais fatores que influenciam na cotação da moeda americana, assim como quais são os seus efeitos no dia a dia do cidadão brasileiro.

Confira!

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As principais variáveis

Quando um país opera sob o regime de câmbio flutuante, como é o caso do Brasil, ele está sujeito a grandes variações no preço de sua moeda em relação às demais.

Sem entrar em juízo de valor sobre se esse regime é o ideal ou não, esta é a principal característica do câmbio flutuante que o difere em relação ao câmbio fixo: a possibilidade de que a moeda oscile livremente de acordo com a oferta e demanda do momento.

Dessa forma, inúmeras variáveis são capazes de afetar a cotação do dólar.

Dentre elas, por exemplo, vale destacar a situação econômica do país, a situação econômica do resto do mundo, a inflação, a taxa de juros e até mesmo a saída do Reino Unido da União Europeia.

Entretanto, uma variável em especial foi a responsável pelas principais oscilações do dólar no Brasil: a variável política. Tanto em 2002 quanto em 2015 e 2016, o cenário político do país foi o principal responsável pela cotação da moeda americana ultrapassar, pelas únicas vezes na história, a barreira dos R$ 4,00.

A razão por trás dessas grandes oscilações é bem simples e no mercado financeiro atende pelo nome de “aversão ao risco”. Uma vez que, tanto em 2002 — logo após a eleição de Lula — como nos anos de 2015 e início de 2016, haviam enormes incógnitas a respeito de qual seria o futuro cenário econômico do país e de quais medidas seriam tomadas pelos Governos em exercício, investidores do mundo inteiro começaram a retirar seus dólares aplicados no Brasil, diminuindo a sua oferta e, consequentemente, aumentando seu preço.

Como o dólar afeta a vida dos brasileiros

Talvez você seja um cidadão brasileiro que, como a maioria, não viaja para fora do país, não importa nenhum produto e, neste exato momento, está se perguntando o que a cotação do dólar tem a ver com a sua vida. Pois saiba que, mesmo nessas condições, o dólar afeta — e muito — o seu dia a dia!

“O preço em reais do dólar não apenas torna mais caro ou mais barato viajar para fora ou importar algum bem, mas também possui um impacto fortíssimo na inflação observada dentro do país.”

O Brasil não é autossuficiente, por exemplo, na produção de trigo, precisando, assim, importar mais de 70% do que consome internamente dessa matéria prima. Dessa forma, sempre que o dólar ficar mais caro ou mais barato, também irá variar o preço do pão de sal, do bolo, do macarrão, etc.

Nossa economia é autossuficiente na produção de petróleo, mas não em seu refinamento.

Então, o Brasil também precisa importar gasolina para abastecer o consumo interno, e o seu preço, assim como do gás de cozinha, que também precisa ser importado, é diretamente afetado pelo dólar.

“Além disso, até mesmo produtos de que somos exportadores, como a soja, o café ou a açúcar, por exemplo, também oscilam junto com a moeda americana, porque tanto no Brasil quanto no exterior, eles são cotados em dólares.”

E esses foram apenas alguns exemplos. Mesmo que você seja um típico cidadão brasileiro, o dólar hoje possui, sim, relação tanto direta quanto indireta com o seu cotidiano, fazendo com que seja sempre importante ficar atento a ele.

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