Correspondente Cambial: O que é?

Correspondente Cambial: O que é?

Com os sinais de melhora da economia e a queda do dólar, o interesse dos brasileiros pela compra e venda de moeda estrangeira vem crescendo dia a dia. Junto com esse fenômeno, aumenta a procura pelos serviços do correspondente cambial.

Além disso, por ter sediado as últimas edições da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos, o Brasil atraiu uma legião de turistas vindos de todas as partes do globo, aumentando ainda mais a importância deste tipo de serviço.

Mesmo com a participação cada vez maior do correspondente no dia a dia dos brasileiros, em especial daqueles que estão programando viagens ao exterior, as dúvidas em relação à sua atuação são muitas.

Para responder alguns dos muitos questionamentos sobre o tema, elaboramos um texto com tudo o que você precisa saber  e como sua escolha impacta na realização de seus planos.

O que é um correspondente cambial?

O correspondente cambial, conhecido também como correspondente em operações de câmbio, é um profissional que intermedia a compra e venda de moeda estrangeira com modalidade turismo.

Ou seja, se você vai viajar e precisa comprar ou vender dólares, euros ou outra moeda internacional pode recorrer aos serviços desta pessoa para concretizar a operação.

Regulamentada há cerca de três anos pelo Banco Central, a atividade de correspondente cambial é um dos serviços financeiros mais seguros e cômodos disponíveis no mercado.

Como funciona o trabalho de um correspondente cambial?

Para atuar como correspondente cambial, o profissional precisa estar filiado a alguma instituição financeira (banco ou corretora, por exemplo).

Encontrado geralmente em agências de turismo e hotéis, ele está autorizado a intermediar a compra e venda de moeda estrangeira em até 3 mil dólares, por cliente e por dia.

Caso a operação supere esta quantia, o correspondente precisará enviar uma proposta de negociação à instituição onde esteja vinculado, que pode ser aprovada ou não.

Como a operação é realizada?

Para recorrer aos serviços de um correspondente cambial, o cliente deve realizar um cadastro e apresentar os seguintes documentos: RG, CPF e informar seu endereço completo.

A comprovação da veracidade destas informações é feita pelo próprio profissional. Ou seja, ele será responsável por aprovar ou não a operação pretendida pelo consumidor.

Em alguns casos, o profissional pode solicitar ainda que o interessado em comprar ou vender moedas estrangeiras apresente documentos que atestem sua capacidade financeira para quitar a negociação.

Esta postura é adotada, principalmente, para pessoas que costumam realizar este tipo de transação constantemente ou, ainda, em negociações que superem o valor autorizado pelo Banco Central (e que são realizadas diretamente com a instituição financeira).

A compra e venda de moeda estrangeira pode ser feita via dinheiro em espécie, cheque ou cheque de viagem e, ainda, carga feita em cartão pré-pago.

Como se tornar um correspondente cambial?

Para atuar como correspondente cambial, o interessado deve enviar à instituição onde pretende se filiar uma descrição de seu negócio, realizar uma breve análise de mercado, detalhar qual será sua estratégia de divulgação sobre o serviço prestado e qual o investimento necessário.

Após avaliação de sua capacidade por bancos ou corretoras, o corretor aprovado precisa inscrever seus colaboradores em programas de certificação específicos para a atividade.

Esse treinamento deve ser ministrado para, pelo menos, três funcionários, incluindo o gestor, ou 30% de seus colaboradores. A certificação tem duração de três anos e deve ser atualizada sempre que atingir a data de vencimento.

Recorrer aos serviços de um correspondente cambial é seguro?       

Por ter sua atuação regida por rígidas regras definidas por uma associação de classe, recorrer aos serviços de um correspondente cambial é totalmente seguro.

Antes de autorizar a filiação destes profissionais a um determinado banco ou corretora, a empresa faz uma análise minuciosa de seu perfil, vetando alguns perfis de possíveis corretores.

Dentre os critérios avaliados por estas instituições financeiras estão a forma de atuação do correspondente (aqueles que trabalham por procuração costumam ser vetados) e sua capacidade financeira.

Além disso, o correspondente cambial é constantemente monitorado por estas empresas que avaliam, por exemplo, a equipe responsável por atender os clientes, os valores negociados no mercado e seu tempo de atuação.

As instituições avaliam ainda o volume de operações realizado pelo profissional, para se certificar que o montante informado é equivalente à sua capacidade financeira e estrutura do negócio informado por ele.

Corretoras e bancos realizam, ainda, visitas periódicas ao correspondente cambial filiado. Geralmente essa fiscalização presencial ocorre a cada semestre, mas este intervalo pode ser reduzido caso a instituição financeira suspeite de alguma irregularidade.

Como verificar se meu correspondente está autorizado a trabalhar?

Para se certificar de que o correspondente cambial escolhido por você ou indicado pelo hotel ou pousada aonde irá se hospedar está autorizado a trabalhar, você pode consultar os dados do profissional de duas maneiras.

A primeira delas é pesquisar a lista de correspondentes autorizados a atuar presente no site do Banco Central. Os nomes dos estabelecimentos estão inseridos na página que concentra os dados relativos à operações de crédito.

A segunda alternativa para descobrir se seu correspondente cambial pode atuar no mercado é pesquisar no site da Associação Brasileira das Corretoras de Câmbio, a Abracam.

A associação possui uma relação detalhada das corretoras filiadas a ela. Em seu site é possível verificar dados importantes destes correspondentes, como nome fantasia, endereço onde o estabelecimento está instalado, CNPJ e o nome do responsável por abrir o negócio.

Como escolher um correspondente cambial?

Para selecionar o correspondente cambial que melhor atende suas necessidades é preciso realizar uma boa pesquisa.

Verifique a taxa cobrada pela operação, cheque a cotação do dólar turismo ou das moedas que pretende adquirir com antecedência e compare tarifas e custos relacionados à operação.

Embora sua agência de turismo ou hotel possa ter um correspondente a lhe recomendar, o ideal é que você mesmo faça a verificação dos valores e feche o contrato com o profissional.

Pesquise a reputação do correspondente cambial em sites como o Reclame Aqui e outros veículos de proteção ao consumidor. Cuidado com ofertas onde a cotação oferecida estiver muito abaixo do praticado pelo mercado.

Se optar pelo recebimento da quantia em cheque procure verificar a saúde financeira da empresa, para minimizar o risco de receber um documento sem fundo.

Se a moeda estrangeira for depositada em cartões de viagem pré-pagos, verifique o saldo do meio de pagamento antes de embarcar, para evitar surpresas desagradáveis.

E, principalmente, guarde todos os comprovantes de cada compra e venda realizada com o correspondente cambial. Estes documentos são sua garantia caso tenha algum problema e precise recorrer a serviços de proteção ao consumidor.

Criada pelo Banco Central e fiscalizada de perto pela autoridade monetária brasileira, a função de correspondente cambial ajudou a popularizar a compra e venda de moeda estrangeira no país.

Além disso, sua atuação é fundamental para tornar esta operação mais simples e transparente já que, com a intermediação deste serviço, qualquer pessoa física é capaz de adquirir pequenas quantias de dinheiro e realizar seu sonho de conhecer outros países.

Se você ainda tem dúvidas sobre a segurança de recorrer a um correspondente cambial faça uma visita a estas empresas. Converse com profissionais, avalie sua reputação com cuidado e verifique há quanto tempo está presente no mercado.

Com todos estes cuidados, recorrer a este serviço se tornará seguro e sua viagem muito mais proveitosa.

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