Confira 5 mitos sobre o mercado financeiro

Confira 5 mitos sobre o mercado financeiro

Investimento é um assunto que rende muita discussão. Alguns são complexos. Outros, muito conhecidos. E, de maneira geral, todos são pouco explorados no Brasil, principalmente a bolsa de valores, se formos considerar a proporção de investidores para nossa população. Aliás, de acordo com o InfoMoney, nosso país tem cerca de 600 mil acionistas em uma população de mais de 200 milhões de pessoas.

Por outro lado, muito por causa desse desconhecimento geral, os mitos existentes sobre o mercado financeiro e aplicações são diversos. E sempre distantes da realidade.

Confira 5 desses mitos que você não pode considerar quando for investir seu dinheiro.

1. “É preciso ter muito capital para investir”

Não é verdade. Há aplicações que exigem até menos de R$ 1 mil. E não falamos da poupança, que aceita qualquer valor. Com pequenas quantias pode-se, por exemplo, comprar títulos públicos do Tesouro Nacional, aplicar em renda fixa e até mesmo comprar ações.

2. “Investir na bolsa de valores é um jogo de azar”

É verdade que o mercado acionário é de alto risco. Mas ter prejuízo ou lucro nele não depende de sorte ou azar. Os bons resultados vêm de análises, estudo, acompanhamento profissional, estratégia e boas decisões. E, claro, resultados ruins ocorrem quando acionistas não têm tais práticas.

Em resumo, para operar na bolsa, deve-se analisar as empresas das quais se pretende comprar os ativos, acompanhar política e economia, se atualizar em relação às organizações das quais se tem ações, conhecer tarifas envolvidas nas operações e ter um perfil de investidor definido. Ou seja, muito é diferente de escolher números em um bilhete e esperar por um sorteio.

3. “A poupança é sempre uma boa opção de investimento e tem baixo risco”

A parte do baixo risco é verdadeira, pois não há tantos fatores de risco quanto no mercado acionário. E ainda existe o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que assegura valores aplicados até R$ 250 mil por pessoa.

Porém, dizer que a poupança é uma boa opção não é verdade. Por exemplo, em 2015, a caderneta rendeu apenas 8,15% em todo ano, enquanto a inflação acumulada do período chegou a 10,67%. Ou seja, o dinheiro desvalorizou e o risco foi palpável.

Além desse dado, temos o fato de a poupança historicamente ter baixo rendimento. Então, é uma opção ruim no sentido de aplicação financeira. Mas muitas pessoas a utilizam para guardar dinheiro — e nesses casos pode ser uma boa escolha, caso não ocorra uma desvalorização como a do ano passado.

4. “A queda na bolsa de valores é uma tragédia”

Pensando no crash de 1929 da bolsa estadunidense, pode parecer que esse mito é verdade. Porém, bolsas têm quedas que não são raras e, mesmo que sejam ruins, não significam desastres.

O mercado financeiro é tão volátil quanto a cotação do dólar, especialmente quando se trata de ações. Então, as quedas e altas em percentuais médios são recorrentes e às vezes nem chegam a assustar ou animar os envolvidos.

Aliás, uma baixa moderada pode ser um ótimo momento para adquirir papéis a preços mais baixos e ter maior lucro na hora da venda. É uma prática comum de vários bons investidores.

5. “A renda fixa é 100% segura”

Títulos, créditos e letras da renda fixa são bons investimentos sim — apresentam boa rentabilidade, especialmente para longos prazos. Mas, ainda que sejam mais seguros do que a bolsa de valores, apresentam alguns riscos.

O menor risco para a maioria das opções é o de crédito, quando não se recebe o capital e o lucro obtido. Isso porque o Tesouro Nacional é bom pagador e o FGC garante também o capital de aplicações externas ao Tesouro.

Já o risco de mercado — a oscilação do rendimento por fatores diversos — é iminente, e pode atingir profundamente quem quiser resgatar a aplicação no curto prazo.

E o risco de liquidez, a conversão rápida do ativo em dinheiro, também existe e não há órgão como o FGC que dê segurança aos investidores em relação a isso.

Certamente você já viu esses mitos sobre o mercado financeiro sendo propagados, principalmente na internet. Então, vá na contramão de tudo isso e compartilhe nosso post nas redes sociais para auxiliar seus contatos.

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