Como funciona a nova regra de bagagem das principais companhias aéreas?

Como funciona a nova regra de bagagem das principais companhias aéreas?

A vida do viajante é um verdadeiro mar de altos e baixos. A verdade é que, para planejar bem uma viagem, é preciso estar sempre ligado em muitos fatores que vão além da cotação da moeda estrangeira.

A última novidade diz respeito às bagagens. No último mês, algumas mudanças foram aprovadas pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), e se você que está planejando uma viagem ainda não comprou as passagens, é bom ficar ligado no artigo de hoje!

O que mudou em relação às passagens?

Apesar de ter sido barrado por uma decisão da justiça, para entender a nova proposta para despacho de bagagens, é preciso, antes, entender como funcionava o esquema até o início de março:

  • Para viagens domésticas, era possível despachar gratuitamente apenas uma mala de 23kg, e para voos internacionais até duas malas de 32kg cada.
  • Para ambos os casos, era possível carregar de graça uma mala de mão pesando no máximo 5kg.

A partir dessa nova regra, se a justiça não tivesse impedido, todas as companhias aéreas estariam autorizadas a cobrar pelo despacho de bagagem, seja para voos nacionais, como para os internacionais.

Além disso, segundo a nova proposta, não existe uma regra de valor, sendo que cada operadora pode definir suas próprias taxas. A única mudança que vale para todas é o aumento no peso da mala de mão, que passou de 5 para 10kg por passageiro.

Qual o posicionamento das companhias até o momento?

A primeira das companhias aéreas do Brasil a estabelecer as mudanças foi a LATAM. A empresa afirmou que vai continuar com a franquia de 23 quilos pelos próximos meses, mas que, apesar disso, ainda em 2017 começará a cobrar R$ 50 pela primeira mala despachada nos voos domésticos e R$ 80 pela segunda.

Na sequência, a Azul também afirmou que vai começar a cobrar por mala despachada em voos nacionais, só que o valor deve ser, em média, R$30. Em contrapartida, os passageiros poderão optar por uma tarifa mais barata ao não despachar suas bagagens (e o mesmo deve valer para a Gol).

Por fim, a companhia aérea Avianca afirmou que, por enquanto, não vai cobrar pelo despacho de bagagens, pois prefere estudar melhor as alternativas nos próximos meses.

Sendo assim, a dica é manter o olho aberto nos sites das companhias aéreas e no desdobramento dessa nova regra. E vale lembrar que, se liberada pela justiça, o valor do despacho da nova regra poderá ser contratado tanto na hora da compra da passagem quanto no momento do check-in.

E para os voos internacionais?

As companhias brasileiras ainda não fizeram declarações concretas sobre as tarifas de despacho para viagens internacionais. No entanto, a Anac aprovou uma mudança que pode prejudicar os mais exagerados na bagagem: de duas malas com 32kg, agora, o passageiro pode despachar apenas duas malas com 23kg. Para a terceira, continuaria havendo taxas extras, como eram praticadas anteriormente.

Outras mudanças significativas que podem acontecer, caso a nova regra seja aprovada

  • Na hora de informar os valores das passagens, as empresas deverão mostrar o total a ser pago pelo consumidor, incluindo todas as taxas;
  • O passageiro passa a ter 24 horas para desistir da compra da passagem sem pagar nada a mais por isso (no caso de passagens compradas com mais de sete dias antes da data do voo);
  • Fica proibido cancelar automaticamente o trecho de retorno se o passageiro avisar que não fará uso do trecho de ida. Isso significa que, se ele perder o trecho de ida, ainda pode utilizar o de volta, desde que avise à companhia aérea (válido apenas para voos domésticos);
  • O prazo para a restituição de bagagens extraviadas passa a ser de 7 dias, e não 30 como era antes – e o mesmo tempo vale para restituição financeira.

E então, o que você achou destas mudanças da nova regra divulgadas pela Anac, e que foram impedidas pela justiça? Conte para gente pelos comentários! 

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